domingo, 24 de maio de 2009

Oh, tempora...

Porque criar um blog? Ora, diante da possibilidade, surgida através do convite do Santo Google, foi a primeira coisa que me veio à cabeça. Afinal, gosto muito pouco de externar, seja oralmente, seja por escrita, minhas ideias. Diante da aparentemente infinita capacidade humana de distorcer fatos, ideias, palavras e intenções, prefiro, em primeira instância, ficar na minha.

"A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, mas a estupidez dura para sempre." - já dizia Aristófanes, lá para os idos do século IV a.C. Logo, precavenho-me, abraçando o silêncio como única tábua de salvação neste imenso e tempestuoso oceano de paradigmas, teorias, teoremas, ideias preconcebidas, boatos, fofocas, lendas urbanas e outras remandiolas pseudo-intelectuais em que todos se acham no direito de mergulhar. Mas, eis que me veio à memória um fato que me fez mudar de...(paradigma?): Lembrei-me de certa vez encontrar meu cunhado Leviatã de martelo e cinzel em riste a entalhar toscos caracteres numa rocha a poucos metros da casa que morei em outra linha de tempo no interior de Minas. Ao perguntar-lhe o que significavam, respondeu-me, com aquele ar socrático pós-moderno: "Pra falar a verdade, nada...mas imagine só a cara dos arqueólogos, daqui a uns mil anos, quando descobrirem estas inscrições!" Pois é...Como cada linha de tempo tem seu Carl Sagan, cada era indubitavelmente tem seu Leviatã. Logo, escreverei, farei meu blog, registrando o que me der na telha, D.Q.D.(Doa a Quem Doer).

Para começar, sabemos que há vida inteligente em outros planetas. Minha única duvida é com respeito à Terra. Tanto eu quanto os outros oito do Conselho temos debatido a respeito e não chegamos a um consenso. Precisamos de mais tempo para formar uma opinião consensual. Até lá, esperamos que ela ainda exista tal como a conhecemos hoje...

Da próxima vez que postar algo, espero estar inspirada e desenvolver algum tema edificante ou, quem sabe, apresentar algo verdadeiramente instigante que leve um possível leitor a pensar. Como p.ex.: o tempo de uma pessoa é igual ao tempo de outra? Estamos todos vivendo, aqui e agora, na mesma linha de tempo? ESTAMOS VIVENDO NO MESMO DIA, MÊS, ANO, SÉCULO?

Olhe bem seu relógio: Seu dia tem realmente vinte e quatro horas?

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